Sobre Cecilia: sua guia com bagagem de três mundos
De arquiteta a guia de viagens
A pessoa por trás da Vancouver by Locals
Sou brasileira, casada, mãe de três filhos adultos, e apaixonada por viagens — já explorei mais de 50 países em busca de conhecimento e enriquecimento cultural. No Brasil, eu era arquiteta e interior designer no Rio de Janeiro, e participei de todas as edições da Casa Cor entre 1991 e 2008. Lá, eu era Maria Cecilia Teixeira.

O ponto de virada
Quando nossos três filhos já estavam encaminhados — um morando nos Estados Unidos, um se casando, e o mais velho com sua própria casa no Rio — eu e meu marido decidimos viver um novo capítulo. Aplicamos para a residência permanente no Canadá, e enquanto o processo tramitava, vivemos quase dois anos entre os Estados Unidos, Portugal e a Suíça.
Quando finalmente nos estabelecemos em Vancouver, percebi que meu diploma de arquitetura não seria reconhecido no Canadá — eu precisaria voltar à faculdade para atuar aqui. Depois de quase duas décadas como dona do meu próprio negócio, virar empregada de outra pessoa não fazia sentido para mim.
"Eu já tinha passado dos 50 anos, com uma carreira consolidada de quase duas décadas, quando decidi recomeçar do zero em um país de língua estrangeira."

Como nasceu a Vancouver by Locals
Por ter morado e viajado por lugares como Londres, Portugal, Grécia e Suíça, eu sempre fui a pessoa a quem os amigos recorriam antes de uma viagem internacional. Quando começaram a vir para Vancouver, era natural que eu os recebesse e mostrasse a cidade que eu já amava — só que receber visitantes tem um custo, e vendo a fatura do cartão de crédito crescer, pensei: por que não transformar isso em um negócio de verdade?
Em 2016, regularizei tudo — desde a licença profissional para transportar turistas até as exigências específicas da indústria — e nasceu a Vancouver by Locals. Dez anos depois, o que começou como um gesto de hospitalidade entre amigos se tornou uma empresa de sucesso, com mais de 1.000 brasileiros atendidos.

Minha lição de vida
Hoje, tenho três passaportes — brasileiro, português e canadense — e levo um pouco de cada lugar que vivi em cada tour que faço. Se a vida me ensinou algo, é que nunca é tarde para recomeçar — você só precisa ter a coragem de ver onde a estrada te leva.
